HTML5 e Padrões

Todos estão familiarizados com assistir e embutir vídeos na web através de sites como o YouTube. Até agora, praticamente todo esse vídeo é reproduzido com a ajuda de plugins de terceiros como o Quicktime, RealPlayer ou Flash. Isso não é um problema – até você descobrir que seu navegador não suporta um certo plugin ou que você tem que baixar novos softwares continuamente para manter-se atualizado.

Com o HTML 5, isso já não é um problema. Pela primeira vez, há um padrão definido para reproduzir conteúdo de vídeo e áudio diretamente do navegador, sem a necessidade de um plugin externo. O HTML 5 suporta a implementação das tags <video> e <audio> na criação de uma página web a fim de reproduzir conteúdo de áudio e vídeo, semelhante à familiar tag <img> para imagens, que é utilizada há anos. Nenhuma tecnologia de codec é especificada no padrão, mas opções populares incluem H.264 e Ogg Theora. O HTML 5 é suportado por muitos dos principais navegadores, incluindo Firefox 3.5, Safari 4, Chrome, Opera 10, e, em breve, Internet Explorer. A disseminação da adoção do vídeo aberto e do HTML 5 pode superar alguns dos obstáculos que têm impedido o vídeo de se tornar páreo a textos e imagens em termos de fluidez.

Mais informações:
WHATWG HTML5 FAQ
What’s new in HTML5
Mark Pilgrim on Video and the Web
OGG Theora

Codecs Livres de Royalties

Os arquivos de vídeo são normalmente muito grandes, e baixar vídeos em estado bruto leva bastante tempo. Portanto, há uma etapa extra que você deve executar entre capturar vídeo de uma câmera e distribuí-lo na web: diminuir o tamanho do arquivo. Isto é conseguido através da tecnologia de compressão de vídeo.

Usando algoritmos avançados, os computadores podem espremer todas as ineficiências de um fluxo de vídeo. Esta compressão torna o arquivo menor e mais fácil de distribuir (via e-mail ou YouTube, por exemplo). Do outro lado, o receptor executa o vídeo comprimido através de um algoritmo semelhante ao descompactá-lo. A descompressão é invisível e ocorre em tempo real, quase como mágica. O software que permite este processo é chamado codec, que é uma abreviação para compressor-decompressor.

Codecs de vídeo oferecem uma gama de possibilidades para a qualidade e tamanho dos arquivos. Infelizmente, há muito poucos codecs open source, então técnicos e distribuidores de conteúdo devem pagar licenças para usar estes softwares. O custo das licenças não é imediatamente perceptível, mas ele é incluído no custo de toda uma gama de aparelhos e serviços.

O que é pior: as patentes sobre muitos desses codecs proprietários protegem vários dos processos fundamentais de entrega e reprodução de vídeo da web. Essas patentes tornam proibitivamente caro criar novos softwares reprodutores de vídeo que não sejam obrigados a pagar os custos de licenciamento para as entidades que as detêm. Elas também desencorajam o desenvolvimento de novas tecnologias de codec.

Do Theora Cookbook:

“Com vídeo online (…) quase todas as tecnologias básicas para a sua criação e reprodução não são livres ou transparentes. Por exemplo, se um desenvolvedor de software faz um novo reprodutor de vídeo, ele deve pagar royalties às empresas que detêm certas patentes a fim de distribuí-lo legalmente. Essas patentes (como a maioria das patentes de software) bloqueiam ideias extremamente básicas. Por exemplo: uma empresa patenteou a ideia de armazenar pedaços de uma imagem da esquerda para a direita, de cima para baixo! Somadas, as milhares de patentes a respeito de técnicas de vídeo sufocam o surgimento de novas formas de distribuição e interação com mídia.”

Codecs abertos como o Theora têm código aberto, alternativas livres de royalties aos formatos proprietários e restritivos pelos quais muito do vídeo online é distribuído. Seu desenvolvimento contínuo assegura que os princípios da web aberta possa ser aplicado ao vídeo online.

Mais informações:
Xiph Foundation
Firefogg
Theora Cookbook
Dirac
The OMS Video Project

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Conteúdo originalmente publicado aqui.