Consolidação da mídia
A produção de mídia anteriormente era quase totalmente restrita às produtoras centralizadas e com altos investimentos. A tecnologia e o modelo de negócios de entregar filmes de Hollywood, jornais e música produzida por grandes corporações se apoiava em hard copies de conteúdo empacotado que rendia lucro por meio de assinaturas e vendas de publicidade. Depois de anos de uma regulação branda para a possed de empresas de mídia, a mídia de massa se tornou altamente concentrada em um pequeno número de conglomerados multinacionais.

Como toda a mídia se torna digital e em rede, o ambiente está mudando dos dispositivos específicos e de canais rígidos de distribuição de mídia, para um espaço aberto flexível e orientado por software. Graças às ferramentas de baixo custo para a produção e distribuição, qualquer um pode fazer broadcast. Isso tem consequências profundas para a mídia e para a sociedade.
Uma esfera midiática descentralizada e engajada no interesse público age para reformar as deficiências da mídia tradicional. As pessoas são livres para reportar as notícias com as quais elas se importam, sem as restrições dos gatekeepers e dos deadlines corporativos, alcançando popularidade baseada em mérito e interesse. Novos criadores podem encontrar uma voz com pouco mais que um laptop e uma câmera. Essa visão de uma esfera pública online democrática e engajada tem muito potencial. Em prol de preservar as qualidades generativas e intrusivas que marcaram a mídia digital até agora, é necessário não deixar que o vídeo online se degrade, baseado nas estruturas da velha mídia, de modelos de broadcast centralizados e baseados em cobrança na rede. Em vez de estar apenas sob o controle de alguns gigantes de mídia estabelecidos, o futuro da mídia deveria estar nas mãos daqueles que tem a maior oferta – os usuários.
Mais informações:
Free Press
National Conference on Media Reform
Yochai Benkler
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Conteúdo originalmente publicado aqui